

Biografía Virginia Satir
Casamento e Filhos
Virginia começou a pós-graduação no verão de 1937, na Universidade Northwestern, em Chicago, e se casou com Gordon Rodgers em dezembro de 1941. Ela descreveu o casamento como um casamento romântico de tempos de guerra. Eles se conheceram na estação de trem, quando Gordon era um jovem soldado de licença, e estiveram juntos apenas alguns meses antes de ele voltar para a guerra.
Logo no início do casamento, Virginia teve uma gravidez ectópica que resultou em uma histerectomia. Enquanto o marido estava fora, na guerra, Virginia continuou seus estudos, concluindo os cursos exigidos para o mestrado na Universidade de Chicago em 1943 e, em 1948, finalizando sua tese.
Nessa época, Virginia começou a trabalhar com duas jovens, Mary e Ruth, a quem posteriormente adotou.
Segundo Virginia, quando Gordon retornou da guerra, ambos descobriram que haviam se distanciado demais para retomar um casamento saudável. Eles se divorciaram em 1949.
O segundo casamento de Virginia, com Norman Satir, durou de 1951 a 1957. Foi durante esse segundo casamento que Virginia adotou Mary e Ruth já adultas. Embora os motivos exatos da adoção não estejam totalmente claros, podemos supor que foi em parte por compaixão e, em parte, porque Virginia não podia ter filhos biológicos. Outro fator pode ter sido uma tentativa de salvar o casamento com Norman.
Na dedicatória de seu livro The New Peoplemaking (1988), Virginia homenageia suas filhas adotivas:
"Para minhas filhas, Mary & Ruth, e para seus filhos Tina, Barry, Angela, Scott, Judie, John e Michael, que ajudaram a me tornar quem sou."
Pode ser difícil entender como alguém tão bem-sucedida em ajudar os outros com seus relacionamentos não encontrou para si uma parceria de vida duradoura. As próprias palavras de Virginia ajudam a explicar seus casamentos e divórcios:
"Se eu soubesse naquela época o que sei hoje, muita coisa teria sido diferente. Mas eu não sabia. A gente sempre olha para trás com a perspectiva do tempo, e a retrospectiva é maravilhosa para escrever teses de doutorado, mas não muito boa para a vida real." (King, p. 37)
Ela também comentou:
"Muitas vezes pensei que, se houvesse alguém como eu por perto, talvez algo pudesse ter sido feito. Também penso que não vejo como eu poderia ter feito o que fiz no mundo se tivesse sido casada. E quando decidi — porque estive à beira de me casar muitas vezes — eu disse não, porque se eu queria viajar pelo mundo como viajei, não seria justo. Não seria justo comigo, nem justo com a outra pessoa. No fim, sinto que foi uma espécie de destino, porque pude chegar a muitos lugares. Algumas pessoas no mundo têm outros trabalhos a cumprir." (Blitzer, p. 39)
Por:
Margarita M. Suarez
Diretora Executiva, Avanta (Atual "The Virginia Satir Global Network")
Dezembro de 1999

No dia de seu casamento.

Segundo Casamento.

No dia de seu casamento.